Nosso Mundo Estranho


27/02/2008


BETS E A TECNOLOGIA

                                                                    por Taty Pereira

 

 

 

 

            Eu jogava “bets” na rua, é o nome de uma das comunidades do orkut que falam deste jogo infantil que tanto divertia as crianças. Divertia? Sim, atualmente a diversão está nos jogos eletrônicos e o jogo “bets” vigora apenas na periferia das cidades, mas até nas nelas a atenção das crianças tem se voltado para os jogos eletrônicos por meio das lan houses. Isto é parte do que a modernidade nos pode oferecer.

             O jogo “bets” promove a socialização das crianças de várias formas: 1. expõe as regras – as quais existem em todos os jogos – fazendo com que as crianças respeitem a vez de cada um, fator essencial a um convívio sadio na sociedade; 2. desenvolve o diálogo com outras pessoas, o respeito mútuo fazendo com que mais tarde, num provável ambiente de trabalho, o indivíduo saiba lidar com outras condutas adversas à sua; 3. a companhia de outras crianças, levando em consideração que o isolamento leva ao enfraquecimento da auto-estima; 4. proporciona a atividade física essencial para o crescimento saudável.

             Os jogos eletrônicos, por outro lado, é um dos fatores que conduzem à depressão que é crescente entre os jovens, os quais ficam em seus quartos “pregados no computador”, como dizem suas mães tão preocupadas com o desenvolvimento de seus filhos, além de alargar a possibilidade da criança se tornar sedentária, podendo, ainda, adquirir um problema de coluna por causa de uma posição indevida na forma de sentar.

           A partir disto, nos perguntamos o papel da tecnologia e sua aplicação a nossa sociedade. Para explicar este processo entramos em outro assunto: A Educação.

            A tão estudada Revolução industrial trouxe tecnologia e à medida que esta chegou às pessoas cresceu também a possibilidades de novos meios de adquirir informação, entretanto não foi feita uma orientação adequada do uso deste meio e um dos resultados disto pode ser observado no comportamento das crianças. Adicionar ao currículo escolar formas de bom uso da internet e de outros meios tecnológicos se faz necessário atualmente.

 

 

 

Visitem http://www.ararasvirtual.com

 

 

Obs.: Foto encontrada no site: http://oardina.wordpress.com/2007/02/15/dormir-pouco-influencia-excesso-de-peso-nas-criancas/

Escrito por ««®ëñäñ_Þöñtë§»» às 20h51
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19/02/2008


O TEMPO: ANTES E DEPOIS DA REVOLUÇÃO INDUSTRIAL

 

 

Antes da revolução industrial as tarefas realizadas pelo bicho homem eram controladas pela majestosa mãe natureza. Todos os seus afazeres, desde os mais simples aos mais complexos, somente existiam e eram possíveis de serem realizados graças aos fenômenos naturais.

 

Acordavam ao raiar do dia, realizavam suas atividades no decorrer dele e iam dormir no fim do mesmo.. plantavam no verão, colhiam na primavera.. em suma, a humanidade era totalmente controlada e dependente da natureza.

Entretanto, com o advento da revolução industrial, essa “inércia” sofreu um tremendo golpe: a natureza já não era mais a controladora da situação, o homem havia dominado ela, podia, agora modifica-la, transforma-la significamente; “o ser humano era o senhor e dono da natureza.”

 

 

 

 

Assim, quebrava-se as amarras.. rompiam-se as correntes.. a espécie humana estava livre dela, em contrapartida, tornava-se prisioneiros de uma outra força, algo invisível que, a princípio, não a percebiam; como diria o saudoso Drummond: “sou um simples operário [...] escravo de ponto e horário”.

 

Um ínfimo aparelho era o “novo senhor” das atividades diárias dos “donos da natureza”. Este aparelho chama-se: relógio. Contudo, havia uma outra força, mais potente do que esta, ressaltando, que ela controla a primeira força. Karl Marx a denominava como sendo os donos dos meios de produção; este, por sua vez, passou a ser “dono do tempo”, ditavam as horas em que os reles operários deviam vender as suas forças de trabalho..

 

 

 

 

Portanto, houve um equívoco histórico: acreditando que haviam se libertado de uma “prisão”, mal perceberam que haviam caído em outra; muito mais feroz e escravizadora do que as forças naturais. Os homens estavam e estão amordaçados nas horas, minutos e segundos que os patrões lhes impõem. Será que algum dia poderemos afirmar que, de fato, somo livres? Ou, saindo desta prisão cairemos em uma outra armadilha? Reflitam e tirem suas próprias conclusões acerca disto..

 

Um abraço...

Fiquem com DEUS...

 

 

 

 

Visitem http://www.ararasvirtual.com

 

obs.: Fotos encontradas nos sites: http://towishwishes.wordpress.com/2007/03/19/implicidades/ (a do relógio); http://joaovalenteaguiar.googlepages.com/ecologia (a da cachoeira); http://www.tracom.com.br/industrial.htm (o da industria).

Escrito por ««®ëñäñ_Þöñtë§»» às 13h04
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