
Ultimamente, os dias tem se tornado quase absurdamente quentes, em contrapartida as noites tem esfriado drasticamente. Sinto-me num verdadeiro deserto, entretanto, não é sobre isto que irei "falar" hoje. Na realidade irei descontrair um pouco e darei a vocês meus caros leitores uma dica de leitura.
O livro que vos apresento é escrito de uma forma bastante simples, contudo, o mesmo consegue prendê-lo a partir da primeira página. Afirmo que ele vale a pena ser lido. Seu título é Sete anos no Tibet que foi escrito por Heinrich Harrer e que, depois de um tempo, tornou-se um filme estrelado pelo galã Brad Pitt.
O livro narra a história do autor que no começo da Segunda Guerra Mundial foi tido como um espião e acabou sendo preso num campo de concetração na Índia. Indignado com a sua sorte, ele juntamente com um amigo, decidem fugir de tal prisão; entretanto seus objetivos são frustrados e ambos voltam a residir atrás dos arames. Felizmente Heinrich não mude de opnião e consegue escapar novamente e se "infiltra" numa região conhecida como Tibet.
Passando por altos e baixos, o mesmo chega em Lhasa e, depois de um tempo, torna-se amigo e confidente do poderoso Dalai Lama.
Enfim, é um livro belíssimo que retrata fielmente a vida e os costumes dos tibetanos. É de fato encantador e intrigante tal povo e com este livro convido-os a adentrar no mundo mágico do Tibet. E para finalizar colocarei abaixo uma parte do livro que me chamou mais a atênção:
"Depois de pouco tempo no país, não conseguia mais matar uma mosca sem pensar, e nunca esmaguei um inseto que me incomodava na presença de um tibetano. A atitude das pessoas nesta questão é verdadeiramente tocante. Num piquenique, se uma formiga sobe na roupa de alguém, é gentilmente agarrada com as mãos e colocada no chão. É uma catástrofe se uma mosca cai na xícara de chá. Deve ser salva a todo custo de se afogar, pois pode ser a reencarnação da nossa falecida avó.
No inverno, quebram o gelo nos tanques para salvar os peixes antes que morram congelados, e no verão os resgatam antes que os tanquem sequem. Essas criaturas são mantidas em baldes ou em latas até poderem ser recolocadas em suas águas natais. Enquanto isso, seus salvadores fizeram algo para o bem de suas próprias almas. Quanto mais vidas se pode salvar, mais feliz se fica.
Nunca vou esquecer uma experiência que tive com meu amigo Wangdula. Um dia fomos ao único restaurante chinês da cidade e vimos um ganso correndo pelo pátio, aparentemente a caminho da panela. Wangdula tirou rapidamente uma nota de dinheiro de valor considerável no bolso e comprou o ganso do dono do restaurante. Então, fez o criado levar o ganso para casa e por anos costumava ver o sortudo animal bamboleando pela sua casa.
Típico dessa atitude em relação a todas as criaturas vivas foi o édito publicado em todas as partes do país para pessoas envolvidas em construção - isso foi durante os três anos em que o jovem Dalai Lama ficou meditando. Foi apontado que minhocas e insetos poderiam ser facilmente mortos durante as obras de construção, e solicitava-se que fosse tomado o maior cuidado para evitar isso. Mais tarde, quando eu estava encarregado dos diques, vi com meus próprios olhos que os cules examinavam cada pá de terra e retiravam quelquer ser vivo."
(HARRER, HEINRICH. Sete anos no Tibet. Porto Alegre: L & PM, 1999. 196-197 p.)
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Espero que tenham gostado do trecho acima. Recomendo a leitura acha vista que o livro é nota 10!!!
Um abraço para todos...
Fiquem com DEUS!

OBS: A primeira foto é uma foto da cidade de Lhasa no Tibet e foi encontrada no site http://www.asia-turismo.com/imagens/lhasa-tibet.gif . A segunda é de um poster do filme (não encontrei da capa do livro, por isto coloquei-a) e foi encontrada no site http://cinephilus.blogspot.com/2007/06/sete-anos-no-tibete-ttulo-seven-years.html (aliás, existe um post sobre o este filme e recomendo que deêm uma olhada se ficaram curiosos).




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